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Mato Grosso fortalece alimentação saudável e inclusiva nas cantinas escolares


As escolas da rede estadual de Mato Grosso passam a contar com novas diretrizes para tornar o ambiente escolar mais saudável e inclusivo.

Por Redação Livre Alimentar

Mato Grosso fortalece alimentação saudável e inclusiva nas cantinas escolares

Mato Grosso fortalece alimentação saudável e inclusiva nas cantinas escolares

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) publicou um guia orientativo que regulamenta a comercialização de alimentos nas cantinas, incentivando a oferta de alimentos naturais e minimamente processados, ao mesmo tempo em que reforça a inclusão de estudantes com necessidades alimentares específicas. 

Entre as principais medidas está a proibição da venda de refrigerantes, refrescos artificiais, salgadinhos industrializados, balas, bombons, chocolates, biscoitos recheados e outros produtos com elevados teores de açúcar, sódio e aditivos químicos. Em contrapartida, as cantinas são orientadas a priorizar frutas, castanhas, sementes, sucos naturais, sanduíches preparados no local, iogurtes naturais, vitaminas de frutas, bolos caseiros com menor teor de açúcar e alimentos produzidos predominantemente com ingredientes naturais. 

Outro avanço importante é o fortalecimento da alimentação inclusiva. O guia incorpora as determinações da Lei Estadual nº 11.343/2021, de autoria do deputado Dr. Eugênio, que instituiu o Programa Alimentação Inclusiva, determinando que as cantinas disponibilizem opções seguras para estudantes com alergias alimentares, doença celíaca, intolerância à lactose, diabetes e outras necessidades alimentares específicas, incluindo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A legislação garante que esses estudantes tenham acesso a alimentos compatíveis com suas condições de saúde, promovendo mais segurança, inclusão e igualdade no ambiente escolar. 

Além das mudanças no cardápio, o documento estabelece que as escolas não poderão promover campanhas publicitárias, distribuir brindes ou realizar ações de marketing relacionadas a alimentos cuja comercialização seja proibida. A fiscalização será realizada pelas direções escolares, com apoio das Diretorias Regionais de Educação (DREs), enquanto nutricionistas da Seduc prestarão suporte técnico para orientar a adequação dos cardápios e fortalecer as ações de educação alimentar e nutricional. 

As novas orientações representam um importante passo para a promoção da saúde dos estudantes, estimulando hábitos alimentares mais saudáveis desde a infância e garantindo que crianças e adolescentes com restrições alimentares possam frequentar o ambiente escolar com mais segurança, respeito e qualidade de vida. A iniciativa reforça que a alimentação escolar vai além da nutrição: é também uma ferramenta de inclusão, promoção da saúde e desenvolvimento integral dos alunos.