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É seguro para pessoas com Alergia Alimentar viajarem de avião?

Existem diferentes tipos de alergias alimentares e diferentes reações alérgicas. Cada caso é um caso, porém para que a viagem de Leah Williams, quem tem alergia a amendoim, fosse segura, ela precisou comprar todos os pacotes de amendoim que seriam oferecidos aos passageiros durante o vôo.

Vários sites internacionais e brasileiros noticiaram sobre a mulher que comprou todos os pacotes de amendoim que seriam servidos durante um vôo de 80 minutos porque ela é alérgica e poderia sofrer uma reação grave, inclusive vir a óbito, caso um pacote de amendoim fosse aberto no avião.

Leah Willims de 27 anos, sofre de grave alergia a amendoim, com risco de anafilaxia. Consciente de sua condição e por já ter vivido uma infeliz experiência durante um vôo em que teve urticária após um passageiro abrir um pacote de amendoim, ao embarcar em um vôo da empresa Eurowings, de Düsseldorf na Alemanha para Londres na Inglaterra, ela pediu a tripulação que anunciasse sua condição e não servisse amendoim durante o vôo de 80 minutos. Inclusive no mesmo dia, quando embarcou de Londres para Düsseldorf pela mesma companhia aérea, teria feito a mesma solicitação a tripulação, sendo atendida prontamente.

Porém, da última vez, no trajeto oposto, não teve sua solicitação atendida, e então se viu obrigada a comprar todos os pacotes de amendoim que seriam servidos durante o vôo, certamente por temer uma reação alérgica mais grave, já que em uma outra viagem havia reagido com urticária após um passageiro abrir um pacote de amendoim perto dela.

Os comissários me olharam inexpressivamente como se eu fosse louca e disseram: ‘Mas são muitos, teremos que contar todos’. Eu disse: ‘Por favor, conte-os e eu pagarei por todos eles, visto que vocês não me deixam escolha.” Leah Williams

Fato é que ninguém precisa passar por esse tipo de situação quando se trata de saúde, afinal os impactos causados na pessoa alérgica são imensuráveis.

“Eurowings deveria ter vergonha de como eles lidaram com essa situação e pela maneira como eles me fizeram sentir”. Leah Williams

A companhia aérea Eurowings deu várias explicações, inclusive alegou que Leah não foi obrigada comprar os pacotes de amendoim, mas será que não foi mesmo? Que outra opção ela tinha para se sentir segura durante o vôo? E o estado de alerta que ela viajaria, tomada pelo medo de a qualquer momento alguém pudesse abrir um pacote de amendoim perto dela? Enfim, são muitos pontos de interrogação.

Alergia Alimentar não é frescura, não é mimimi e muito menos escolha. Ela pode até ser invisível, pois a menos que a pessoa esteja sofrendo uma reação alérgica, não se pode ver  sinais e sintomas, no entanto, a pessoa alérgica não é invisível e merece respeito e empatia. E há sim, muitos locais e pessoas que se informam e incluem com segurança, mas ainda há muitos também que por falta de informação e sensibilidade, são cruéis, a exemplo do comentário a seguir, feito sobre o caso em um post em uma rede social.

Em seguida uma outra pessoa pessoa respondeu o seguinte ao comentário acima.

Uma situação semelhante a essa vivenciada por Leah Williams, aconteceu no Brasil em janeiro de 2023. Uma família com uma criança com severa alergia a amendoim já havia viajado um trecho da viagem em um avião da Azul, em que tinham informado a tripulação sobre a severidade da alergia para que não fosse servido amendoim no vôo. Assim como na primeira viagem de Leah, deu tudo certo. Porém, quando embarcaram para o segundo trecho da viagem e mais uma vez informaram a tripulação sobre o problema, não foram compreendidos nem atendidos e ainda tiveram que desembarcar para que o avião decolasse.

https://aeroin.net/por-causa-de-amendoim-familia-foi-desembarcada-de-voo-da-azul-em-minas-gerais/

Até quando as pessoas com alergia alimentar vão continuar sendo vítimas da desinformação?

A seguir trecho retirado do site snacksafely.com, que foi a principal fonte dessa notícia.

“Nós da SnackSafely.com relatamos muitas catástrofes de alergia alimentar a bordo de voos nos últimos anos, incluindo Poppy Jones , de 14 anos, que sofreu anafilaxia a bordo de um voo de Antígua para Londres, Rebecca Hanau , que sofreu anafilaxia em um voo de Wisconsin para Atlanta, durante a qual a tripulação de voo não conseguiu abrir o kit médico de emergência, e Tricia Powell , que quase morreu em um voo voltando da Disney World.

Pedimos a todas as companhias aéreas que parem de jogar Roleta Russa com a saúde de seus passageiros alérgicos e tomem as precauções adequadas para ajudar a garantir sua segurança durante o voo.”

https://snacksafely.com/2023/08/woman-bought-every-bag-of-peanuts-on-her-flight-when-crew-ignored-her-allergy/

O site livrealimentar.com.br continua fazendo seu papel de informar e conscientizar para promover inclusão sócio alimentar.

Livre Alimentar – Comunicação especializada