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Roda de conversa aborda Alergias e Intolerâncias alimentares

“Alergia Alimentar pode ser invisível, mas o alérgico não” foi o tema de conversa no Parque Mãe Bonifácia”

Famílias de alérgicos e intolerantes alimentares se reuniram na manhã deste domingo (28/05) no Parque Mãe Bonifácia em Cuiabá, em ação de conscientização sobre alergias e intolerâncias alimentares e também sobre a doença celíaca. Com o tema “Alergia Alimentar pode ser invisível, mas o alérgico não” estampado nas camisetas, os participantes circularam pelo parque e promoveram uma roda de conversa, onde compartilharam experiências e relataram as lutas que enfrentam no dia-a-dia no convívio social.
O problema começa na maioria dos casos com o fechamento do diagnóstico médico, uma vez que nem sempre é possível detectar por exames laboratoriais, mas uma vez feito o diagnóstico, surge outra dificuldade que é a aceitação. Uma resistência que em alguns casos parte dos próprios pais ou também de familiares que interpretam as restrições como exagero e até “frescura”. A médica Dra. Lanna Maluf, que é gastro-pediatra, participou do evento e relatou que mesmo entre a classe médica as restrições nem sempre são compreendidas: “acompanhei um caso em que o pai da criança alérgica era médico e ele me perguntou se eu não estava exagerando ao impor as restrições na alimentação da mãe, que amamentava a bebê que tinha alergia” disse Dra. Lanna.
Bruna Mendes, mãe da Fernanda, 10 anos, que foi diagnosticada com alergia a 24 tipos de alimentos, além da doença celíaca, relatou a dificuldade que passou quando precisou levar a filha pra escola. “Foi uma dificuldade explicar que a Fernanda não podia comer dos alimentos servidos na escola ou compartilhados pelos coleguinhas, as pessoas não entendiam o porquê de tanta restrição” disse Bruna.
A médica alergista Dra. Ludmila Amaral também participou da roda de conversa dizendo ser frequente e alto o número de pais que chegam ao consultório sem nunca terem ouvido falar sobre muitas alergias. “Muitos pais desconhecem as alergias mais comuns como à proteína do leite de vaca e ficam surpresos diante do diagnóstico de alergia a frutas, como a banana e ao abacaxi, por exemplo” relatou Dra. Ludmila, reforçando a importância de eventos como este e a necessidade de se divulgar cada vez mais informações sobre o tema.
Leda Alves, mãe do Joaquim, 11 anos, alérgico a proteína do leite de vaca e uma das organizadoras do evento, lembrou que a Roda de Conversa já havia sido realizada antes da pandemia para que a conscientização e a inclusão aconteça não apenas entre as famílias de alérgicos e intolerantes, mas em toda a sociedade: “Vamos fazer ainda mais eventos. Precisamos conscientizar o maior número de pessoas possível para que nossos filhos não sofram com a exclusão no ambiente familiar, mas também na escola, em restaurantes ou em qualquer ambiente que queiram frequentar” finalizou Leda.
O grupo de famílias com alergias e intolerâncias alimentares pretende realizar mais encontros e Rodas de Conversa e está aberto a participação, não somente de quem vive o problema, mas também de toda pessoa que se interessa pelo tema.
Mais informações podem ser obtidas através do Instagram: @livre_alimentar ou @afinal_mt e ainda pelo e-mail: leda@livrealimentar.com.br